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Dê adeus à sua produtividade

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Obrigada, Santarosa

Porque todo mundo precisa de mais samba na vida

Esses dias me disseram assim:

– Você precisa de mais samba na sua vida.

Concordo. E digo mais. Todo mundo precisa de mais samba na vida.

PS: Hoje é o dia nacional do samba (e da astronomia e do relações públicas).

Acontece, né?

Merda acontece o tempo inteiro.

Vi lá no Desculpe a Poeira.

Do milho à pipoca

A primeira vez que eu desejei estar dentro de uma pipoqueira, eu não tinha ideia de que a vida seria feita de desejar estar em lugares impossíveis (depois disso eu já desejei estar no fundo do mar, entre as nuvens, em poros alheios, enfim). Mas o primeiro lugar impossível que eu desejei estar foi a pipoqueira.

A pipoqueira lá de casa era uma panela bem alta, prateada, com a tampa verde clarinho. O puxador da manivela era de madeira clara. Era uma panela linda. E mágica, porque nela se colocavam milhos secos e saía pipoca fresquinha.

Mesmo sem saber que isso poderia ser simbólico, eu sempre achei linda a ideia de que há um pouquinho de água dentro da semente e quando isso é aquecido e essa água se agita e decide ocupar mais espaço ela faz o baguinho de milho explodir e virar pipoca. É linda demais essa lógica. Agora graças ao YouTube dá para fingir um pouquinho que deu pra entrar na pipoqueira:

PS: o video eu vi lá no Matias.
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Pra começar bem a semana

Está precisando de uma injeção de ânimo para encarar a semana? Saca esse refrão e arrasa, vai linda.



Ô, chegaí, que bom te ver aqui,
Eu, tipo fã, dessa irmã até de manhã…
No banheiro ela retoca o blush, o batom…
Volta perfeita, oxe, tá bom, seja bem vinda,
Arrasa, vai linda…

Welcome aboard

Lembre-se sempre de que você só pode inflar o colete salva-vidas do lado de fora da aeronave.

Eu sou alucinada pela demonstração das instruções de segurança que as aeromoças dão antes do início do voo. Odeio as companhias aéreas que substituiram o calor da informação transmitida na doce coreografia das comissárias por aqueles videozinhos toscos. Eu quero ver os braços apontando a saída de emergência e indicando que luzes de emergência acenderão indicando o caminho até elas.

Uma vez fiz uma viagem ao Paraguai na companhia de três comissárias de bordo da TAM e elas me ensinaram todos os macetes para fazer os seus gestos ficarem daquele jeito. É uma arte, uma espécie de balé minimalista. “Quando você puxa a máscara de oxigênio, tem de dar três trancos, secos, para depois desenrolar o tubo plástico.” “Olhe para o nada.” Entre outras dicas valiosas.

Mas a melhor instrução de segurança que eu já vi foi em um barco. Pode ser que o meu encantamento com essa apresentação se deva ao ineditismo de certas instruções. Nunca vou me esquecer do cara ensinando como se deve pular do barco caso ele naufrague. Foi assim: ele vestiu o colete salva-vidas, cruzou o braço esquerdo sobre o peito, fechou o nariz com a mão direita e, com o nariz tampado, disse “dê UM pulo vigoroso”. E deu um pulo vigoroso. E o barco inteiro aplaudiu. E houve até quem pedisse bis.

Outra inesquecível foi uma vez que a mulher que estava falando as instruções no radinho do avião teve um ataque de riso. E, é claro, todas as três comissárias que faziam o balé minimalista também explodiram de rir. Em cinco segundos o avião inteiro estava em modo ataque de riso. A demonstração foi interrompida para que todos gargalhassem à vontade, com a certeza de que aquele avião não ia cair.

Agora minha meta é voar SWA. A SouthWest Airline convida seus funcionários a demonstrar seus talentos a bordo. Daí vem esse clássico vídeo (eu morro de inveja de todos esses passageiros).

Esse eu vi hoje, essas gatinhas orientais ficam requebrando enquanto ensinam a apertar o cinto e encher o colete salva-vidas.

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Só a ficção salva

Se você não viu À Prova de Morte, do Tarantino, pare de ler esse post aqui porque eu vou contar tudo o que acontece no filme, para provar a minha teoria no final.

Mas se quiser dar uma espiada no vídeo para sacar a do filme, eu só vou spoilar dali pra baixo.


Aliás, se eu fosse você, ia conferir também o Catodic Musik, blog novo do Celso e da Veri: músicas boas em vídeos bons.

A minha teoria sobre o filme do Tarantino é que ele é sobre o seguinte tema: só a ficção salva.

Na primeira parte do filme, as mulheres, apesar de estonteantemente maravilhosamente gostosas e incríveis, são reais. E a câmera fica lembrando disso o tempo inteiro, quando filma os gordinhos das bundas delas, a textura imperfeita do alto da coxa, a barriguinha que escapa pelo cós do short. São mulheres que poderiam, sim, estar bebendo num boteco no Texas. E elas morrem. Espatifadas, inclusive. Sem chance de reação. Pá-pum.

Na segunda parte do filme, as mulheres são do cinema, elas trabalham com cinema, elas têm corpo de mulher do cinema, especialmente as duas que têm franja – pernas longuíssimas e finas, corpo de modelo etc. É improvável encontrar com elas numa loja de posto no Tennessee. E elas não morrem. Pelo contrário. Com direito a perseguição de carros e golpes de artes marciais, elas matam.

Moral da história: só a ficção salva.

PS1: Em tempo, eu adorei o filme e recomendo.
PS2: Reparou que a Zoe Bell, nos créditos, aparece como “as herself”? Vai atrás, ela é uma dublê fodona.

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Kartoten

Que beleza, hein?

PS1: Se batata em alemão é Kartoffel, catota é Kartoten, certo? Certo.

PS 2: Ah, e para quem não está por dentro dos emocionantes lances da Copa do Mundo de 2010, esse comedor de catotinha aí de cima é o técnico da seleção alemã, umas das principais favoritas ao título.

PS 2.2: Será que ele impõe a dieta de meleca aos atletas? Será esse o segredo do time? Ecati….

PS 3: E, olha, eu tento fugir da escatologia, juro que tento, mas o cara comeu ca-to-ti-nha ao vivo para o mundo inteiro ver. Será que teve replay com a câmera super lenta da Fifa? Tomara que não.

PS 4: Será que depois dessa ele vai largar o viciante hábito da ingestão de mucosa nasal endurecida (esse é o nome clínico, tá). Estou torcendo por ele. Porque comer catatotinha assim ao vivo não é brincadeira. Se ele tiver filhos, por exemplo, ele nunca mais vai poder dizer que “não pode cutucar o nariz, se está incomodando, vai ao banheiro e assoa”.

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Sintonia orbital

Eu sou cheia da teorias. Coisa de quem simpatiza com a mesa de bar. Filosofia de boteco é comigo mesma. Psicologia de bêbado então, minha especialidade. Mas essa teoria que eu vou apresentar não é nem uma nem outra. Essa nem é tão minha assim. Quem soprou foi meu psicanalista.

A teoria compara o relacimento de casais com a órbita entre corpos celestes. Lembra a gravidade ela acontece não apenas para puxar você para o chão (maldição, maldição) mas também para atrair corpos uns aos outros. Pois bem, daí vem a órbita. E daí vem a teoria da terapia: os casais são como corpos celestes em órbita. Se ficam muito próximos, correm o risco de colidir. Se a distância fica muito grande, eles saem da órbita um do outro. É simples e bonita essa teoria. E o videozinho aqui debaixo, feito por Terry Dankowych, da Vancouver Film School, também.

Enquanto podemos rir

Vamos aproveitar enquanto ainda dá para rir dos portuguinhas.
“Quero ser imigrante cá em Coimbra, para poder dormir na minha cama”
Ô, Bruno! Sete a zero é sacanagem. Bruno, Bruno, Bruno…