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Reação à oposição

Quem com ferro fere, com ferro será ferido.

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Oposição ao peido

Atenção, adeptos do movimento pelo livre peidar: temos um grupo de oposição. Eles estão nas revistas, dizendo: “Seus gases não divertem ninguém”. Mas, ora, veja só, que falta de humor. Chamar peido de gases, para mim, é como chamar bunda de bumbum. É desprezível. E como assim não diverte? E os puns afinados? E os caprichados? E os coloridos? É preciso reagir. Conto com vocês.

Veja mais peças dessa campanha infame aqui.

Quem me mandou essa foi o Kleber Bonjoan.

4 pequenas coisas chatíssimas da vida

1. Você está pronto para dormir, está meio friozinho, daí você entra no banheiro e pisa, de meia, numa poça d’água do banho que acabou de tomar.

2. Continua frio, você está de casaco, vai lavar as mãos e, na hora de erguê-las para alcançar a toalha, uma gotinha escorre até o seu cotovelo.

3. Gases (em um ambiente em que você não pode fazer a vuvuzela; quer lutar pelo fim dessa chatice? Clique aqui)

4. Você está chegando ao ponto de ônibus, não tão perto que dê para correr até ele, não tão longe que não dê para vê-lo. E seu ônibus passa.

E aí. O que fazer? Lembre-se da resposta do coro grego no fim de Poderosa Afrodite.

Dica: funciona muito melhor se você fizer a dancinha junto.

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“Peido dos Dinossauros”

Vai, grandão!
Vai, pequeninho!
Vai, porquinho!
Nada como um bom campeonato de peido.

Movimento pelo Peido Livre

Campanha do peido livre

Uma inesperada adesão internacional à campanha do peido livre. É do talentoso Raid71, ou Chris Thornley, como preferir. Veja mais coisas dele aqui e aqui.

Peido-dedo ou dedo-peido?

Eu tinha decidido não tocar mais no assunto peido, para não caírem em mim todas as suspeitas de mau cheiro em todos os lugares a que eu for, para eu não pegar fama. Mas o peido veio atrás de mim. Estava tropeçando por aí stumble upon afora quando me deparei com esse link:


www.funstufftosee.com/fartfinger.html

Que abre essa linda imagem e fica tocando uma delicada música:

Daí você clica no dedo que está fechadinho e ele puxa o dedo esticado e faz um barulho de peido. É um dedo-peido ou um peido-dedo, como você preferir. É pouco útil, eu sei. Agora veja você como o peido pode mesmo ter a sua elegância, uma elegância minimalista até.

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Movimento pelo livre peidar

Peidorrentos e flatulentas, a adesão à campanha pelo livre peidar tem sido grande. E com nomes de peso.

Tiago Mesquita, crítico de arte, tão logo leu o post já relembrou a infância. “Circulava entre os moleques uma lista com a tipologia dos peidos. A cada tipo, um adjetivo. Era o peido egoísta, o peido envergonhado, e assim ia.” Fernanda Pappalardo, estilista, lembrou de um bom: “peido ninja: silencioso e mortal”.

Pelo Twitter, chegou Salvador Dali, via Marcelo Pliger, designer e figura. O surrealista bigodudo defende o livre peidar em um capítulo do “O Diário de um Gênio”. Não chequei. Se alguém tiver a obra e puder compartilhar, seria flatulento!

A elegância do gesto do farteur profissional

Alexandre Matias relembra Le Pétomane, flatulista profissional que tinha tanto controle de seus músculos abdominais que tocava a Marselhesa emitindo gases controlados amplificados por meio de uma ocarina.

A lembrança do farteur traz à baila uma arte perdida e um lindo termo: farteur. Alô, francófonos, qual seria o feminino de farteur? Eu gosto de farteuse, porque tem uma ideia de fartura, mas desconfio de seja fartrice.

Digressão linguística à parte, Matias segue:

    “Enfim, é toda uma cultura que não tem mais espaço nos cadernos da área porque não dá pra comprar na megastore nem tem patrocínio estatal…”

*

Já Paulo Werneck, erudito editor, ALUDE a uma série de referências. Abre aspas.

    “O próprio Montaigne, em pleno século XVI, dissertou sobre o peido. Dizia que, dos três ventos que produzimos, apenas o espirro era tido como sinal de inteligência, por vir diretamente da cabeça. Era sinal de espíritos superiores. Lendo seu post, agradeci à era rudimentar em que estamos — graças a Deus a internet ainda não tem cheiro. Outro poeta, o Sebastunes Nião, escreveu: ‘Prefiro peidos, meu amor, a suportar sua babaquice cósmica’. Um peido de Glauber já foi objeto de polêmica e elevado a expressão máxima da rebeldia da cultura nacional, pois foi solto diante de um produtor de Hollywood. Como diria Vinicius, peidemos em comum numa comunhão de enxofre.”

Foi tanta inspiração que eu me empolguei e peidei um hai-kaizinho:

    A arte peidada
    é uma arte perdida
    CUltura sem forma nem espaço

E as adesões não param: A diva santista e artista Santarosa trombeteou seu apoio e ainda conseguiu amealhar o reforço de Felipe Barba; e Vinícius SeteSete, biriguense bocamole, assinou embaixo.
E, claro, não podemos deixar de lado o importante suporte dos pequenos Alice e Manuel, que têm a sorte de, por serem crianças, ainda soltarem pum.

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