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Isso, aquilo e tal e coisa

 

O Pantanal continua lindo. Estava, como sempre, exuberante, com aquela paisagem que nunca é igual, que muda a cada 500 metros, que mesmo que você vá 10 vezes para lá, vai surpreender. Eu sugiro a todo mundo que vá ao Pantanal. O Brasil parece que fica maior e mais bonito. Eu sei que pode ser difícil trocar a praia do litoral do Nordeste ou a ida à gringa por uns dias no meio do mato, mas, juro, eles são surpreendentes.

Nova York também continua linda. Fui para lá também. E a Belle continua muito linda. Fui visitá-la em Chicago, minha nova cidade favorita nos EUA, onde ela mora.

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O Haddad ganhou e eu fiquei muito feliz. Não sem reservas, mas diante das alternativas, fodam-se as reservas. A única coisa que quase me fez anular o voto no segundo turno foi o Lula dizer que a vitória do Haddad em SP era um recado sobre o mensalão. Não, querido, não mistura as coisas. Meu voto no Haddad tem nada que ver com o mensalão. Ele tem a ver com o meu bode do trio Kassab-Serra-Alckmin e a merda de política do ‘saiam todos das ruas’ praticada em SP. Não tem nada a ver, nada, nadica de nada, a ver com o mensalão.

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Agora ao que interessa: eu estou grávida. Isso explica em parte as férias prolongadas por aqui. Tenho muito sono e muita preguiça. Acontece muita coisa. Nesses dois meses, eu parei de fumar (oxalá continue assim depois), passei a comer, sem esforço algum, de acordo com aquelas cartilhas de nutrição que você acha que nunca serão obedecidas por um ser humano normal (a cada duas horas, basicamente frutas, nada pesado antes de dormir, menos carboidratos vazios, mais folhas verde-escuro, etc.), e passei a fazer aquelas coisas caxias que ninguém cumpre embora saiba que deva cumprir: passar filtro solar todos os dias: check. Passar fio dental todos os dias: check. Passar hidratante todos os dias: check. A pena de não cumprir essas tarefas é muito alta. Manchas na pele, gengiva em transe, explosão de estrias.

E eu jurei para um amigo querido, o meu editor erudito favorito, Paulo Werneck, que não ia virar mãe blogueira e nem transformar este Caracs em um blog sobre fraldas de pano X fraldas descartáveis. A ideia é que tudo continue igual por aqui, embora, é claro, como esse blog no fundo, na verdade, é uma grande egotrip, o assunto será inevitável.

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Por fim, desculpem a longa ausência, não garanto muita frequência, mas estou de volta. Se você estiver lendo de manhã, coe um cafezinho, que o café de coador tá usando (como você pode ou pôde ver no maravilhoso Paladar de algumas semanas atrás).

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Curva de rio

Eu sei que isso não é uma curva de rio exatamente, mas é um rio. O rio Miranda.

Se eu tivesse que escolher um acidente hidrográfico para ser, seria uma curva de rio. Primeiro, porque rio sempre vai, começa na nascente e termina na foz. Ele tem sentido, fluxo, corre daqui pra lá. Não é que nem o mar que fica naquele sobe-e-desce, ondinha que vai e volta.

Rio tem cachoeira, coisa que mar nunca vai ter. E tem corredeira, margem, afluente e muito mais coisas que o mar, que só tem beira e braço, fundo e raso.

Daí queria ser curva porque ali tudo é mais calmo e tudo se engancha e fica aquele amontado de coisa que veio descendo e parou ali. Os lugares que ficam na curva do rio têm um quê de aconchego. E aconchego é sempre bom.

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Tuiuiú, seu lindo

Eita, passarinhão grande

Tô no Pantanal, quer dizer, tava. Porque eu não ia conectar à internet no meio do mato, acho errado. Fui ver rio e corixo, capão e bicho. Como é feriado, com uma certa preguiça de escrever, vai foto.

Jacaré, seu lindo, cadê a ponta do seu rabo?

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