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MQP?

Chegou num comentário de Paulo Rená neste humilde blog uma incrível sigla em português seguida de um emoticon, num comentário bastante característico:

MQP = WTF versão pt-br ;)

Para quem não entendeu:
MQP (Mas que porra) é igual a What the Fuch, versão português do Brasil, piscadinha.

Lost in translation?

Japonês tem alfabeto próprio, come com palitinhos e pira na florada das cerejeiras. Mas as diferenças não param por aí. Eles sorriem diferente. Piscam diferente. Choram diferente e mandam beijinho diferente. Para a nossa felicidade, o infográfico acima traduz tudo isso e você nem precisa aprender kanji.

Agora repare nas sutilezas das diferenças culturais: os japoneses são tão discretos que tudo neles vem entre parênteses.

Daqui.

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Emoticons, parte 2

Eu já disse aqui que me rendi aos emoticons. Aderi ao :P, usei muitos ;) e me joguei no =)

Mas de uns tempos para cá, venho percebendo o início da fase 2 da adesão. Os emoticons mais básicos são os de carinha – dois pontos são olhos e daí vem alguma coisa tipo boca ou lágrimas. A fase 2 é a de emoticons sortidos. Podem ser gestos, podem ser símbolos.

O meu favorito é o \o/. Por vários motivos.
1. Porque eu ouço “viva!” quando o vejo
2. Porque quando eu mando para a Carla, que trabalha do meu lado, ela levanta os braços que nem uma ginasta.
3. Porque desde então, eu vejo uma ginasta gritando viva.
4. Porque eu sempre adorei os bracinhos para cima no fins das rotinas de ginástica.

Depois vem o <3. Porque quando eu mando esse coraçãozinho para alguém, é com muito carinho. E carinho é algo raro nesse mundo frio e cruel em que vivemos.

Um <3 para todos vocês nessa quarta-feira gelada.

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Eu fico com a pureza da resposta das crianças

Sim, tem um tanto de “Amar é”, eu sei. Mas foda-se, eu sou a favor da pieguice, então aqui vai. Crianças definem o que é amor:

Minha favorita:

“Quando uma pessoa ama você, o jeito que ela fala o seu nome é diferente. E você sabe que seu nome está seguro na boca dela”.

Billy, 4

Três boas definições de casamento:

“Amor é como uma velhinha e um velhinho que ainda são amigos mesmo depois de se conhecer tão bem”
Tommy, 6

“Quando minha avó teve artrite, ela não conseguia mais se inclinar para pintar as unhas dos pés. Então, meu avô faz isso para ela o tempo inteiro, mesmo depois de ele ter artrite nas mãos também.”
Rebecca, 8

“Amor é quando a minha mãe faz café para o meu pai e daí ela toma um golinho antes de dar para ele, para ter certeza de que está gostoso”
Danny, 7

Se é para ser piegas, sejamos piegas do começo ao fim. E com orgulho

Quer ver mais? Vai aqui.

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Analise o analista: Arrr(a)m

Se tudo correr como planejado, toda semana entrará no ar aqui um post da série “Analise o Analista”, dedicada a avaliar o desempenho de psicoterapeutas de seriados (Paul Weston, Gina, Jennifer Melfi, Elliot e Frasier serão os primeiros).

Tudo começou com o Paul Weston. (Se você não sabe quem é Paul Weston vá à locadora ou à internet e alugue ou baixe as duas temporadas de Intreatment, sobre um psicoterapeuta fodão e seus pacientes destrambelhados. Cada dia é um paciente. E na sexta ele vai à terapia.)

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Estou adorando desenhar no Pixlr.com

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Mas como eu ia dizendo, tudo começou com o Paul Weston. Comecei a ver a série e de repente ele fez um “arrrr(a)n” (o a está entre parênteses porque ele é fraco, não é um a cheio, é um a meio murcho) que teve um estranho efeito sobre mim. Deixei passar e continuei vendo episódio, o primeiro de todos, com a Laura (uma paciente gata, médica, com boca à la Johannson). E veio outro “arrr(a)n”. Mesmo efeito estranho, mas segui em frente. E veio o terceiro e, PUTAQUEOPARIU, eu percebi o que estava acontecendo. Era um “arrr(a)n” igual ao que o meu psicoterapeuta faz. A diferença é que o meu psicoterapeuta fala português (isso é bom) e não é gato como o Gabriel Byrne ; )
(AE! Sarah Palin!)

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Pois aquele “arrr(a)n” me inquietou. Será que o meu psicoterapeuta copia o Paul Weston? Descartei essa hipótese de cara, porque ele faz “arrr(a)n” desde antes do lançamento da série. Será que o Paul Weston imita o meu psicoterapeuta? Essa eu achei uma boa. Será que o “arrr(a)n” é um enlatado da psicoterapia, uma espécie de atum no óleo comestível dos momentos de tédio? Ó, não pode ser!

Na minha seção seguinte, nem dei oi direito e já fui perguntando: Você assiste àquela série de terapia? E ele: sim, mas qual delas? E eu: Intreatment. E ele: Ah, sim, muito boa. E eu: Pois bem, então me explica o “arrran” (eu não consigo fazer igual, por isso meu a está fora de parênteses)? E ele: “arrr(a)n” (IGUALZINHO). E eu: ÉÉÉÉÉ. E ele: risos.

Daí, eu juro que tudo isso é a mais pura verdade, ele me explicou. O tal “arrr(a)n” é uma técnica. Para manter o paciente falando. Tem algo de “siga adiante”, um toque de “eu entendo” e uma pitada de “concordo”. Segundo ele, o “arrr(a)n” está saindo de moda, sendo substituído por “entendo”. Eu acho isso uma pena. Primeiro porque “entendo” é só “entendo” e “arrr(a)n” é mais amplo. Segundo, porque “arrr(a)n” é universal. “Entendo”, dito por Paul Weston, seria “I see” ou algo assim, e eu nunca teria juntado lé com cré e essa conversa nunca teria acontecido e esse post não exisitiria e a intenção de analisar analistas de ficção nunca teria me ocorrido (e estaria desfeita a conexão entre o consultório dele em Baltimore, eu estava vendo a primeira temporada, e o consultório do meu psicoterapeuta em São Paulo).

Enfim, o “arrr(a)n”, para mim, nunca mais foi o mesmo. Semana que vem acho que falo mais do Paul Weston. O pacote das temporadas de Sopranos está quase terminando de baixar. O das temporadas de Frasier ainda está na metade.

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PS: Essa linda cabeça rolante aqui de cima é da Veri, tem muitas outras e muitas outras ilustrações muito legais lá no Dona Margot

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Como eu me rendi ao :P

Eu sempre achei emoticon ridículo. Daí eu comecei a trabalhar no Link (veja abaixo) e aqui todo mundo aqui usa emoticon numa relax.

Pra mim, emoticon era coisa de adolescente deslumbrado com o teclado. Coisa de bobão. De quem não sabe se expressar direito. Gente que precisa de muleta para se fazer entender. Daí eu comecei a trabalhar no Link e aqui todo mundo usa emoticon numa tranquila.

E eu comecei a sentir um quê de inveja. Porque tem horas que um emoticon vai bem. Uma ironia seguida de : P é uma ironia. Quando ela vem pura, sem : P, pode virar grosseria. Mas ainda assim eu continuei firme na minha convicção de que emoticon não é pra mim. Daí eu fico falando com o pessoal do Link por escritinho e todo mundo usa emoticon numa boa. E daí eu me rendi.

O meu favorito é o =)
Porque acho que ele tem cara de sorrisão.
Agora estou tomando coragem de adotar a piscadinha ; )
Numa vibe bem Sarah Palin.

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PS: Sobre o Link, onde eu trabalho, veja aqui
PS2: E é essa galera aqui que fica usando emoticon numa relax, numa tranquila, numa boa

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