Arquivo da tag: cinema

Mistura das boas

A combinação é das boas: Roal Dahl + Wes Anderson + Animação. O resultado: O Fantástico Senhor Raposo, que eu ainda nem sei bem onde colocar na minha lista de animações favoritas de tão lá em cima que ele vai ficar.

Falando em Roal Dahl, se você também parou na Fantástica Fábrica de Chocolate, sugiro fortemente o Beijo, fantástico livro de contos publicado em português pela editora Barracuda. São todos tão bons que não consigo nem destacar um deles como sendo meu favorito. Embora eu tenha um carinho especial por “O prazer do pastor”, em que um negociante de móveis antigos encontra uma relíquia na casa de uns caipirões.

629 caracteres com espaço

Crítica de Segunda: Dzi Croquettes

É verdade, todo mundo já foi ver Dzi Croquettes. Pois eu não tinha ido. Fui no domingo. Aliás, fui sozinha ao cinema, como não fazia há uns 12 anos. E, ao menos na companhia desses tresloucados vanguardistas, achei bem bom o programa. Pois depois não conseguia tirar os caras da cabeça.
Resultado: a Crítica de Segunda é sobre eles.

Eu sei, eu sei, só se fala em Semana de Moda de NY, Semana de Moda de Londres e tudo o que está rolando nessas semanas no mundo da moda. E eu vi fotos e achei uns desfiles legais, outros menos, mas tudo mais ou menos como sempre.

Daí, no domingo, em plena tardinha chuvosa, lá fui eu ao cinema para ver o documentário Dzi Croquettes. E que me perdoem todos os estilistas em atividade nas duas principais capitais da moda no mundo, mas não há porque falar deles depois de ver esse filme. Desde as 15h de ontem, pode mostrar pra mim o melhor look da semana de moda de NY: eu só consigo pensar em Dzi Croquettes.

Leia tudo aqui.

Sinceridade cinematográfica

Tem mais vários na Cracked, via Matias.

Só a ficção salva

Se você não viu À Prova de Morte, do Tarantino, pare de ler esse post aqui porque eu vou contar tudo o que acontece no filme, para provar a minha teoria no final.

Mas se quiser dar uma espiada no vídeo para sacar a do filme, eu só vou spoilar dali pra baixo.


Aliás, se eu fosse você, ia conferir também o Catodic Musik, blog novo do Celso e da Veri: músicas boas em vídeos bons.

A minha teoria sobre o filme do Tarantino é que ele é sobre o seguinte tema: só a ficção salva.

Na primeira parte do filme, as mulheres, apesar de estonteantemente maravilhosamente gostosas e incríveis, são reais. E a câmera fica lembrando disso o tempo inteiro, quando filma os gordinhos das bundas delas, a textura imperfeita do alto da coxa, a barriguinha que escapa pelo cós do short. São mulheres que poderiam, sim, estar bebendo num boteco no Texas. E elas morrem. Espatifadas, inclusive. Sem chance de reação. Pá-pum.

Na segunda parte do filme, as mulheres são do cinema, elas trabalham com cinema, elas têm corpo de mulher do cinema, especialmente as duas que têm franja – pernas longuíssimas e finas, corpo de modelo etc. É improvável encontrar com elas numa loja de posto no Tennessee. E elas não morrem. Pelo contrário. Com direito a perseguição de carros e golpes de artes marciais, elas matam.

Moral da história: só a ficção salva.

PS1: Em tempo, eu adorei o filme e recomendo.
PS2: Reparou que a Zoe Bell, nos créditos, aparece como “as herself”? Vai atrás, ela é uma dublê fodona.

1.309 caracteres com espaço