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Dançou, Tutu

Eu sou ruim de adivinhar idade de criança (ajudem!), mas está tudo aí. Lara, do alto de seus menos de 5 anos, resolve quase todas as crises de relacionamento que eu já ouvi mulheres de todas as idades descreverem e que eu, do alto dos meus quase-quase 30 anos, já vivi. Ela diz assim:

– Eu vou arrumar outro namorado. Um homem que goste de carinho.

Pronto, gente. Resolvido.

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As metades da laranja

Sim, eu sei que este blog já foi bem mais otimista em relação ao amor. Mas se vocês soubessem...

Drama universal

As companhias deveriam ser presas por isso

Daqui

Faz zunzum pra mim

Isso é um cipó-uva, pelo menos segundo a internet

Eu ganhei da minha doce mãe um quilo de mel de Cipó-Uva. Eu adoro esse mel e ela comprou logo um potão pra mim. Daí que esses dias enquanto preparava um iogurte com mel de Cipó-Uva, desejei que tudo ficasse mais doce, não só o meu café da manhã. A vida mais doce é feita de coisas simples, tipo abraço apertado e andar de mão dada, jogar conversa fora, trocar elogios bobos ou lembrar ao outro o tanto que você gosta dele. A graça dessas coisas é que elas não são lá muito úteis, mas fazem uma diferença. Esses dias eu fui encontrar meu pai. É claro que eu sabia que ele estava feliz de me ver. Mas todas as vezes em que ele disse “que coisa mais doce (juro que ele usou essa palavra) te encontrar” fizeram a noitinha mais feliz.

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Um amor de curtinha

Aí vai um curtinha “adorável”, na definição da Vulture. Para começar a semana bem “missível”, como definiu o Celso esses dias.

ATENÇÃO: no meu computador, os vídeos do Vimeo não estão aparecendo no Firefox. Se você estiver usando Firefox e o vídeo não aparecer, faça uma concessão e veja no Internet Explorer. Vale a pena.

Sintonia orbital

Eu sou cheia da teorias. Coisa de quem simpatiza com a mesa de bar. Filosofia de boteco é comigo mesma. Psicologia de bêbado então, minha especialidade. Mas essa teoria que eu vou apresentar não é nem uma nem outra. Essa nem é tão minha assim. Quem soprou foi meu psicanalista.

A teoria compara o relacimento de casais com a órbita entre corpos celestes. Lembra a gravidade ela acontece não apenas para puxar você para o chão (maldição, maldição) mas também para atrair corpos uns aos outros. Pois bem, daí vem a órbita. E daí vem a teoria da terapia: os casais são como corpos celestes em órbita. Se ficam muito próximos, correm o risco de colidir. Se a distância fica muito grande, eles saem da órbita um do outro. É simples e bonita essa teoria. E o videozinho aqui debaixo, feito por Terry Dankowych, da Vancouver Film School, também.

Carência: a gonorreia da alma

Se você tem por volta de 30 anos certamente lembra de Tiny Toons, do Perninha, Lilica e cia. Pois bem, se você se lembra dessa turminha, certamente sabe quem é a Felícia. Sempre que ela via um bichinho ela abraçava e apertava e chacoalhava. E o bichinho ficava todo esbugalhado.

A Felícia era detestada, era uma chata, louca, descompensada. Enfim, uma carente. E eu me identifico com ela, também sou carente e acho que todo mundo é carente. Mas a carência é muito mal vista. Ninguém quer parecer carente, todos tentam esconder, parece doença contagiosa com estigma de DST. Carência é a gonorreia da alma.

Pois eu assumo. Sou carente. Quero abraçar e apertar até deixar cães, gatinhos e gatões (leia-se o Dani) com os olhos esbulhados que nem o Valentino Troca-Tapa depois desse date com a Felícia (assista, é demais):

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Explode coração

Eu sou a favor da explosão. Principalmente da explosão metafórica (embora também goste bastante das de verdade, desde que ninguém se machuque). Normalmente a explosão metafórica é associada a coisas bem escandalosas, como Carnaval ou torcidas de futebol, quando todas as pessoas abrem mão de ser indivíduos para virar parte de uma grande massa feliz.

Eu não me dou muito bem com esses grandes eventos e defendo as pequenas explosões metafóricas. Não é nada complicado demais, é só uma defesa ao fim do blasé, do eu-não-ligo-para-nada-que-não-seja-eu. A idéia da explosão tem a ver com mostrar o que tem dentro. É uma coisa meio hiponga, eu sei. Quase como andar por aí com uma plaquinha pedindo abraços. E, sim, é uma coisa meio carente. E tá aí outra coisa que eu defendo: a carência. Acho um saco quando dizem “fulano é carente” como se isso fosse ruim. Todo mundo é carente. Então quando alguém disser: “ai, como você é carente” entenda algo como “uau, você tem dois olhos”.

A foto é de uma série de coisas explodidas de Adam Voorhes, o site dele é bem bom.

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