Arquivo da tag: azar-o-seu

Mijando no escuro

E deixe uma pessoa mijando no escuro...

Eu sei que a intenção é das melhores, mas eu invoco com essa mania exagerada de economia de água e luz. Esses avisos de banheiro do tipo dê descarga apenas uma vez ou não deixe a torneira aberta… Onde eu trabalho tem um, na saída do banheiro, que diz algo como “o último que sair apaga a luz”.

Eu sempre encafifei com ele. Porque para saber se você é o último a sair, precisa checar se tem mais alguém lá. E volta e meia tem banheiros interditados. Portanto, você teria de abaixar pra ver os pés da pessoa que está usando a cabine para checar se é afinal o último ou não a sair. E eu trabalho em jornal, onde deveria rezar a máxima “na dúvida, não chute, cheque”.

Pois hoje, eu fui vítima desse aviso. Estava no banheiro, calcinha arreada, bem no meio do meu xixi quando, puf, uma mulher, maldita, tão preocupada com o ambiente, apagou a luz e me largou lá no breu absoluto (o banheiro é no meio do andar, não tem janelas). O xixi até arrependeu.

Na escuridão total, mandei, insintivamente, um VAI SE FODER, PORRA. No breu absoluto, procurei o papel higiênico. Nas trevas sanitárias, abri o trinco. E, ainda praguejando, acendi a luz.

1.160 caracteres com espaço

Anúncios

Dia de São Valentim

Pode sentar, deitar, fica à vontade, ele é todo seu

Moi, la petite manchote

Eu sei que eu já postei esse vídeo no Feice e que postá-lo no blog parece redundante. Mas eu gostei tanto desse pinguinzinho que quero guardar ele aqui também. Azar-o-seu.

As metades da laranja

Sim, eu sei que este blog já foi bem mais otimista em relação ao amor. Mas se vocês soubessem...

De: Para:

Esses dias a Ana me mandou um link que ela achou característico (<3). Era da Cidade dos Bicos, um serviço em que qualquer pessoa pode oferecer um bico, um trabalho, por R$ 5 ou R$ 10. Eu entrei e, de cara, não entendi nada nem porque ela achou aquilo característico. Mas daí num outro dia, com mais tempo, entrei de novo e entendi tudo. Separei as melhores ofertas, que posto aqui, como sugestão de presente de fim de ano (é hora de amigo secreto, Natal e todo esse desespero, né?). As dicas ilustram uma breve brisa sobre presentes natalinos, a seguir:

E os que não moram no quarto?

O Natal está chegando e, com ele, a pressão por escolher presentes para as pesssoas queridas. Eu não passo mais por isso porque no meu mundo frequentado por pessoas racionais a gente espera passar o Natal e se presenteia depois, quando tudo está mais barato. Mas no mundo em geral é hora de escolher presentes. (Aliás, na minha modesta opinião, presente legal mesmo é aquele que vem do nada, do tipo vi, achei sua cara, comprei, não importa se é dia de trocar presentes.)

Sei, tipo transformar qualquer metal em ouro...

O melhor presente é aquele que demonstra para a pessoa que vai recebê-lo que você parou para pensar nela, que prestou atenção ao que ela diz ao longo de todo o ano. É aquele que mostra que você a conhece, que sabe do que ela está precisando, que reconhece o que ela deseja. Em suma, é aquele que mostra que você ama aquela pessoa. Sim, é para isso que trocamos presente, caso você tenha esquecido. E aí não é quanto ele custa ou de que marca, mas o quanto de pensamento e envolvimento tem na escolha daquele objeto. E é por isso que é tão difícil comprar presentes.

Esse é meu favorito

Levando essa ideia ao extremo, o ideal seria fazer os presentes em vez de comprá-los. Investir seu tempo, suas habilidades e sua energia na produção de algo único e exclusivo para aquela pessoa (não, não é para todo mundo virar costureiro ou sapateiro nos meses que precedem o Natal, mas versinhos, desenhos, docinhos… coisa que criança faz na escola para dar pros pais, sabe? Sim, eu sei, é meio hippie essa ideia, acho que é o espírito natalino, com todo esse papo de duendes e tal). Na falta de tempo, habilidade ou energia, compra-se o presente. Mas se tiver um tiquinho desses três, não custa nada fazer você mesmo um cartãozinho especial, né?

Eu quero!

Um dos presentes mais legais que eu já ganhei na vida, lá se vão anos, foi uma caixa de CDs do Dorival Caymmi. A graça era que os CDs haviam sido comprados separadamente, e a caixa foi feita, sob medida, em homenagem à minha vontade de ser baiana. Outro presente especial, e esse não era nem pra mim, mas pro meu irmão, era o bolo de araruta que a tia Ana, uma tia-bisavó que morreu aos mais de 100 anos, levava, todos os anos, para ele. Ela ia a pé, com o bolinho de araruta na mão.

Olha, isso eu faço de graça, é só me pedir

E eu que sempre detestei amigo secreto comecei a gostar da prática graças às regras do Link: no nosso amigo secreto, o presente é um pendrive de 4 GB com coisas gravadas especialmente para a pessoa que você tirou. Você faz a seleção, faz o download, escolhe um pendrive bem bonito e pronto. É um puta presente.

Tenha dó!

3.201 caracteres com espaço

Marinão, esse é pra você

O baile das bolinhas

Não uso Skype e destesto MSN: sou adepta do Gtalk. É lá que eu troco meus escritinhos. E é lá que notei mais um drama dessa vida digital: o monitoramento de status.

É o drama do baile das bolinhas, uma dinâmica que lembra muito a das festas: você está de olho em alguém e está numa festa em que pode ser que a pessoa apareça, daí você fica o tempo todo checando para ver se a pessoa apareceu. O mesmo se dá no Gtalk. Você sabe que a qualquer minuto a pessoa pode ficar verde. Então volta e meia vai lá conferir. Daí quando ela fica, frio na barriga, ai meu Deus, puxo papo ou não?

É por isso que eu detesto a bolinha vermelha, a de ocupado. Ela equivale a quando a pessoa chega à festa, mas, blasé, deixa claro que não está afim de papo. Não quer conversa? Fica invisível, pô. Seria lindo ir a uma festa e ficar invisível. Aqui você pode. É perfeito.

E ainda tem outra vantagem no Gtalk: você pode decidir que não quer saber se a pessoa está online ou não – se chegou ou não à festa. Decisão tomada, você sabe que não precisa mais checar. Porque você mesmo ordenou que aquela bolinha não apareça nunca. Só que você logo descobre que basta escrever o nome da pessoa lá emciminha para o Gtalk dizer se ela está ou não online. Daí você passa da checada geral pra checada específica. Nesse caso, só resta bloquear. Mas daí a pessoa também nunca vai saber que você está online e daí vai que ela queira falar com você por ali, vai achar que você nunca mais conectou.

E isso tudo sem falar do ausente, o auge do monitoramento. A bolinha estava verde e fica amarela, você conclui: saiu da frente do computador. Daí fica verde, e você: opa, voltou, agora responde.

1.666 caracteres com espaço

Crase, vírgula, apóstrofo…

É, é apóstrofo, porque parece que apóstrofe é outra coisa.
Pelo menos é o que diz o Houaiss…