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Bota pra quebrar

Este blog é veemente apoiador da viralização por meio da dança como já foi mostrado aqui e aqui. Vamos todos trabalhar pela disseminação do alto astral.

Só a fofura salva

Eu peido na sua cara, em tradução livre

Eu sempre duvidei do poder de cura pela imagem. Essa coisa de que a apresentação em Power Point vai de fato fazer você refletir sobre o tema apresentado, isso para mim sempre teve cara de papagaiada.

Pois ontem, num mau humor que não consigo nem descrever, tive que ficar alguns bons minutos, por motivo de trabalho, olhando os LOLCats. E não é que dá um efeitinho? Não que eu tenha sido tomada por um otimismo sem igual. Não foi isso. Mas deu uma desanuviadinha. Eu recomendo, para os dias em que tudo está antifofo.

Oi/.../Me abraça/ME ABRAÇA!!!

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Loguinho

Primeiro foi um buraco no chão. Na área de serviço, criando um portal entre o chão do meu apartamento e o teto do apartamento do vizinho de baixo.

Depois foi um buraco na parede do banheiro, criando uma janela para o hall do elevador. Isso explica parte dos dias parados por aqui.

Depois foi uma gripe. Três dias de febre na casa dos 39. Três dias de cama. Agora eu sarei.

Então daqui a pouco volta ao normal.

A crise dos ladrilhos

No meio do que é uma das maiores crises que eu já vivi, recebi uma mensagem enigmática e inspiradora, diretamente da ilha de Lost:

Sent from my iPhone

Traduzindo em miúdos, quanto mais perguntas você faz, mais perguntas surgem. Pois eu concordo e digo mais: cada decisão que você toma leva a tantas outras a serem tomadas.

Isso está consumindo meus nervos, minhas veias, meu neurônios, minha alma e meus sais. Tudo parecia muito simples. Mas agora estamos num emaranhado, num labirinto, desorientados.

A primeira decisão foi fácil: o piso será de ladrilho hidráulico (já sabe, predinho antigo e pia de ágata levam a ladrilho hidráulico no piso e granilite na bancada). Decidido. Ladrilho. Muito bem.

Mas, mas, mas… qual? De que cor? De quais cores? Quantos? Todos? Socorro.

São centenas de desenhos. Conseguimos, a duras penas, escolher dois. O clássico gobeto (que já virou gobelin cá entre nós) e o bola quebrada (meu favorito).

O clássico gobeto, piso em 3D

Então foi preciso decidir as cores, entre umas 35, numa parede. Uma mais linda do que a outra. Um ladrilho tem três cores; o outro, duas. São cinco espaços de cor, 35 cores na parede. Lembrei do cálculo de fatorial e entedi, naquele segundo, porque o símbolo dele é um ponto de exclamação. Cinco espaços, trinta e cinco cores! (fatorial, faça as contas, dá um número bem alto).

Escolhidas as cores, o cara faz o ladrilho para você ter uma ideia de como fica. E a cada vez que isso acontece você pensa em outra cor que poderia ficar boa naqueles espaços. E quando um decide gostar mais de um, o outro decide gostar mais do outro.

Chamamos amigos para votar e continua tudo empatado, com leve vantagem para o gobelin. Mas e o medo de um belo dia acordar e não querer mais um chão 3D na cozinha?

A crise dos ladrilhos já dura 48 horas. Estou com olheiras. E logo mais vou ligar para o Júnior e pedir mais duas amostras. Mais duas. Já temos quatro. Serão seis. Seis amostras, seis promessas de uma cozinha incrível. Cinco serão desprezadas.

O elegante bola quebrada

PS: Se algum dia você quiser entrar nesse infernal processo e colocar ladrilho hidráulico na sua casa, recomendo que vá no Júnior. O cara é super gentil e faz um tour guiado pela fábrica se você for até lá. Fica no Bom Retiro, bem facinho de chegar.

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Caubóis, piratas, hooligans

Eu sei que esse vídeo é velho, eu sei que muita, mas muita gente já viu, já twittou, já mandou por e-mail etc etc. Ele é um viral classic. A Puma fez, jogou na internet e pronto, propaganda feita.

Mas ele me fez lembrar de uma lista, que eu fiz com a Lelé. Para o desespero da minha chefe à época (era a Meg, a que não gosta de berne), eu passei a tarde inteira de trabalho no MSN (pena, se tivesse sido no Gtalk eu teria essa preciosa conversa gravada) debatendo com a Luise para fazer a seguinte lista: entre todos os tipos masculinos, quais são os melhores.

Porra, Helo, que merda é essa? Tipos masculinos ideiais? Ah, tenha dó.

Calma, como dito, são apenas tipos. Vai ficar claro. A nossa lista ficou mais ou menos assim:

1. Caubóis
2. Piratas
3. Hooligans

Hooligans? É, eu sei. Eles são uns babacas, agressivos, grosseiros, muitas vezes preconceituosos, várias vezes racistas. Eu sei, eu sei, eu sei de tudo isso. E provavelmente jamais me envolveria com um tipinho desses (tanto que me casei com o Haddock de carne e osso, pirata, 2º lugar). Mas são uma graça, vai. É só ver o vídeo e concordar comigo.

A Puma também fez uma versão italiana desse vídeo. Mas hooligan italiano é sacanagem.

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Eu adoro quando dá número redondo

Site arqueológico

Em 2001, o cientista Joseph Miller pediu à Nasa dados coletados pela sonda Viking em Marte nos anos 70. A Nasa achou as fitas, mas os dados gravados ali não puderam ser abertos. O software que os lia não existia mais, e, como disse Miller à época à agência de notícias Reuters, os técnicos que conheciam o formato estavam todos mortos.
Essa é uma história. Há muitas outras. Parte do conhecimento produzido de maneira digital já era. De dados científicos a modinhas da internet. “Temos poucos serviços de preservação da história da cultura digital e muito conteúdo já se perdeu ao longo dos últimos anos”, diz Roberto Taddei, coordenador do Simpósio Internacional de Políticas Públicas para Acervos Digitais, que discutirá o tema em São Paulo de hoje até quinta.

Decifra-me ou…
Se um pergaminho pode ser desenrolado por qualquer pessoa, um cartão perfurado, bisavô do disquete, não se deixa abrir facilmente. Carlos Augusto Ditadi, da Câmara Técnica de Documentos Eletrônicos do Conselho Nacional de Arquivo (CONARQ, que já cuida de parte patrimônio digital do País), dá a medida da encrenca: “o disco depende do driver, que depende do computador, que depende do software, que depende do sistema operacional: isso se chama interdependência”. Some a essa equação o fato de computadores ficarem obsoletos, programas saírem de linha e linguagens caírem em desuso: o cartão perfurável fica tão indecifrável quanto hieróglifos egípcios.

A preocupação com o patrimônio digital é recente. Em 2002, foi apresentada pela Unesco a Carta pela Preservação do Patrimônio Digital. Diz o documento: “Muitas dessas fontes têm valor e relevância duradouros e, assim, constituem um patrimônio a ser preservado”. A organização criou o órgão E-Heritage, dedicado, sobretudo, à conscientização de governos e à capacitação de arquivistas. É um bom começo, mas o patrimônio digital tem lá seus obstáculos específicos.

A interdependência é um deles. E, nesse caso, uma das melhores soluções veio de um jeito que é a cara da web: dos usuários. “A primeira geração de gamers percebeu, nos anos 90, que não tinha mais acesso a jogos da infância. Eles foram os primeiros a usar emuladores, que sempre existiram, como ferramentas de preservação. Graças a eles há emuladores para quase qualquer plataforma computacional”, diz Andreas Lange, diretor do Museu de Jogos de Computador, em Berlim, que tenta evitar o desaparecimento de games. O emulador é um programa que recria qualquer ambiente de computador: softwares extintos, consoles não mais fabricados, etc.

…devoro-te.
Outro desafio evidente é o volume. Em 2009, de acordo com o Instituto de Pesquisas IDC, a humanidade produziu 750 bilhões de GB de informação. Como escolher o que preservar? “Não fazemos nenhuma seleção. Tentamos fazer o registro mais exaustivo. Arquivamos tudo o que encontramos sob o domínio .pt”, diz Daniel Gomes, coordenador do projeto Arquivo da Web Portuguesa. A declaração da Unesco sugere: “Os principais critérios devem ser significância e durabilidade (cultural, científica). Materiais ‘nativos digitais’ devem ter prioridade”.

Decidido o que guardar, falta definir como guardar e arrumar dinheiro para isso. Duas questões nada simples. Segundo Ditadi, o site é das coisas mais difíceis de preservar. “Ele deve permanecer navegável, mas como garantir os links? E eles levam a coisas protegidas por direitos autorais. É um registro muito dinâmico.” E o armazenamento custa caro. É preciso fazer uma cópia no formato nativo, chamada cópia de testemunho, que é a garantia de que aquele documento é real. Então, é feita a versão de preservação, em uma extensão mais duradoura – quase sempre um formato aberto, baseado em software livre. Daí, grava-se a cópia de acesso, aquela que fica disponível para consulta. Multiplique, portanto, tudo por três.

Por essas e outras, muitas vezes a memória da web é preservada justo por quem a alimenta. De novo, o usuário. Mas daí não há novidade. “Muitas bibliotecas foram montadas por usuários e depois doadas a instituições ou bibliotecas”, lembra Taddei.

PS: Matéria minha publicada hoje no Link Estadão. Veja edição completa aqui.
PS2: Ando meio sem assunto. Sugestões?
PS3: Como essa matéria foi escrita para o jornal, não vou contar os carateres dela.
PS4: A imagem quebrada lá em cima é de propósito

CAPSLÓKI – TÔ NUDE

*

TÔ NUDE, GATA!

Dior, né, gente? Porque de Colorama e Risqué a vida já está cheia

PS: A Jô Cooper inventou essa gíria genial. Ai, gata, tô nude! Para substituir o (demodé): Afff, tô bege!
PS2: E de uma tacada só eu posso aproveitar e linkar aqui o meu post do nude, o primeiro que teve mais de 3 acessos aqui no Caracteres, e a campanha por emplacar uma gíria, no meu caso, Awe Maria.

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Faz café, corta o rabanete

Estou trabalhando muito. É por uma boa causa. Mas não tem letrinha nem gracinha nem coisinha de nada para escrever aqui não.

Só para não deixar a semana passar em branco, separei dois tropeçadinhos:

Cafezinho

Rabanetezinho

A semana que vem também vai ser meio puxada. Mas eu espero que sobrem alguns caracteres para gastar por aqui. Até.

CAPSLÓKI DA SEREIA

AQUI NO MAR, AQUI NO MAR;
NINGUÉM NOS SEGUE NEM NOS PERSEGUE PRA NOS FRITAAAR
SE OS PEIXES QUEREM VER O SOL
TOMEM CUIDADO COM O ANZOL
ATÉ O ESCURO É MAIS SEGURO
AQUI NO MAR, AQUI NO MAR
AQUI NO MAR, ONDE EU NASCI
NESTE OCEANO, ENTRA E SAI ANO, TEM TUDO AQUI (QUI QUI QUI)
OS PEIXES PARAM DE NADAR
QUANDO É HORA DE TOCAR
TEMOS A BOSSA QUE É TODA NOSSA AQUI NO MAR
AQUI NO MAR, AQUI NO MAR
ATÉ A SARDINHA ENTRA NA MINHA E VEM CANTAR
E SE ELES TÊM MONTE DE AREIA
NÓS TEMOS CORO DE SEREIA

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Memória de McQueen

Esse desfile é um dos mais importantes da história do estilista. Veja a partir do 0.38s