Arquivo da categoria: Passa no crédito

Três dias depois do dia dos mortos

Vem pra cá, seu ossudo!

Lutador mexicano é sempre demais

Eu já falei que vou ganhar uma bike irada?

É só uma desculpa pra mostrar esses desenhos fofos que são estampas de camiseta e quadrinhos feitos por MisNopalesArt, à venda, em dólares, no Etsy.

Modess de peido

Agora, muito melhor, em termos de produção e humor, é a propaganda do Subtle Butt, que eu acho que é falsa, embora o vídeo diga que é real. Ele é tipo um filtro de peido. Supostamente à venda aqui.

O cobertor do casamento feliz

Para um casamento melhor, elimine o peido

O Better Marriage Blanket promete fazer seu casamento melhor. Como? Simples: eliminando o odor do peido noturno. É verdade que o peido noturno é especialmente capicioso, porque ele se acumula debaixo das cobertas e sempre encontra um túnel para sair direto na cara de um dos envolvidos. Peidar debaixo do edredon é algo que até os maiores adeptos do movimento do peido livre podem ser contra.

Veja que beleza de comercial (eu tive de pegar essa versão pirateada porque a original teve a incorporação desabilitada mediante solicitação blablabla):

O Better Marriage Blanket tem uma camada de carbono ativado, tecnologia que obviamente veio de alguma coisa que os astronautas usam. Essa camada absorve rapidamente, segundo o comercial, o veneno do peido. De maneira que a emissão gasosa fica inodora.

A ideia até que não é de todo má. Agora, daí a dizer que isso vai fazer seu casamento melhor… é exagero. Mas o pior é que tanto no vídeo quanto no site do produto é sempre o cara que peida e a mulher que reclama. É muito machista isso! Mulher também peida à noite. E esse peido pode ser tão ou mais mortal do que o do homem!

Você deve isso ao seu casamento

Essa eu vi no reader da Juliana Cunha que viu aqui.

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Martelinho mágico

Neste sábado fui comprar um martelo. Eu tinha um martelo, mas ele sumiu. E como eu queria pendurar uns quadros na parede, lá fui eu na loja de material de construção comprar um martelo novo. Quando anunciei meu intento, o vendedor, que já é meu amigo por causa da reforma, disse solenemente:

– Eu tenho aqui o martelo certo para você. Um BELLOTA.

Aquilo fez soar uma memória, que pode bem ser inventada, do meu pai exaltando as qualidades do martelo BELLOTA.

Comprei meu martelo Bellota, que não é qualquer Bellota, é um Bellota PRO. Melhor ainda, para alguns amigos que têm fixação com esse número: é um Bellota PRO 23. Eu não ligo muito pra 23. Mas ligo muito, muito mesmo, pro PRO. Porque eu posso dizer, amparada pelo próprio martelinho, que ele é um martelo PRO.

Estou atribuindo poderes mágicos ao martelo PRO. Tanto que ele ainda não foi colocado na caixa de ferramentas. Ele está sobre a mesa de jantar. Desde sábado. Fica ali como se fosse um vaso ou uma escultura. Eu quero que todas as minhas visitas vejam meu martelo Bellota PRO 23.

E, apesar de toda a piração, é preciso convir: esse é um martelo bem bonito.

PS: É claro que diante da empolgação com o martelo, eu esqueci totalmente de comprar pregos.
Atualização: o martelinho é mágico, mas não o suficiente para pregar quadros em linha reta.

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Retrato de família

Que linda essa linda camiseta. Daqui.

Três lobos tocando teclado um unicórnio e o ET numa camiseta

Três lobos tocando tecladinho, um unicórnio e o ET. E pensar que um ano e meio atrás eu só entenderia mesmo a última referência. E hoje é só ela que não tem link.

Daqui.

Bibelô das trevas

Não sei onde estou com a cabeça hoje...

Mais bibelôs macabros aqui.

Visão de raio-X

Direto do supermercado para super-heróis, que, é claro, fica no Brooklyn.

Apito mágico

Nada como um chá nesse frio, não é mesmo?

Estou hospedada na casa de um amigo que está viajando enquanto a minha é reformada. Ficar na casa de outra pessoa tem lá suas esquisitices.

Por exemplo:
– eu fico arrumando tudo o tempo todo, como se a qualquer momento ele fosse entrar pela porta.
– eu nunca mais consegui deitar no sofá de sapato, como sempre fiz na minha casa (isso tem a ver com o fato de o sofá aqui ser branco)
– eu nunca sei onde as coisas estão de cara.

Mas é claro que não são só estranhezas. Há descobertas incríveis.

Uma coisa que sempre me intrigou é como algumas coisas frequentam umas casas e outras não. As casas têm universos muito específicos. Por exemplo: na casa dos meus pais, nunca teve água com gás. Na minha casa se não tem água com gás rola crise (agradecimentos à Rita, que deu origem ao vício). Em compensação, na minha casa sempre teve panela de pipoca, aquela que vem com pás móveis controladas pela tampa.

Pois bem, cá estou ocupando a casa alheia. E claro que há essas diferenças.

Por exemplo: aqui não tem nem descascador de legumes nem ralador. Esses dias eu fui fazer um molho de tomate. Ia começar ralando a cebola. Mas não tinha ralador, então eu tive de improvisar com a faca. O próximo passo era descascar uma cenoura. E pronto, tive, de novo, que usar a faca. E, claro, deu certo. Quer dizer, talvez tudo de que você precise é uma boa faca.

Por outro lado, aqui tem chaleira que apita. E agora eu quero uma chaleira que apita (Atenção: faltam 5 dias para o meu aniversário. Atenção 2: Eu quero uma chaleira que apita, não 20 chaleiras que apitam, então por favor, não criem uma corrida à chaleira que apita. Atenção 3: Mãe, você já me deu presente, então nada de também me dar chaleira que apita.)

A graça é que assim que a água começa a ferver e fiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii, o ar fica mais quente, a luz fica mais rosa, o chão, mais macio, a vida, mais suave. É como se tudo tomasse um chazinho quente. A casa se transforma numa casa onde será tomado um chá quente. Você, ao ouvir o apito, vira uma pessoa que vai tomar um chazinho quente. É um objeto mágico.

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A crise dos ladrilhos

No meio do que é uma das maiores crises que eu já vivi, recebi uma mensagem enigmática e inspiradora, diretamente da ilha de Lost:

Sent from my iPhone

Traduzindo em miúdos, quanto mais perguntas você faz, mais perguntas surgem. Pois eu concordo e digo mais: cada decisão que você toma leva a tantas outras a serem tomadas.

Isso está consumindo meus nervos, minhas veias, meu neurônios, minha alma e meus sais. Tudo parecia muito simples. Mas agora estamos num emaranhado, num labirinto, desorientados.

A primeira decisão foi fácil: o piso será de ladrilho hidráulico (já sabe, predinho antigo e pia de ágata levam a ladrilho hidráulico no piso e granilite na bancada). Decidido. Ladrilho. Muito bem.

Mas, mas, mas… qual? De que cor? De quais cores? Quantos? Todos? Socorro.

São centenas de desenhos. Conseguimos, a duras penas, escolher dois. O clássico gobeto (que já virou gobelin cá entre nós) e o bola quebrada (meu favorito).

O clássico gobeto, piso em 3D

Então foi preciso decidir as cores, entre umas 35, numa parede. Uma mais linda do que a outra. Um ladrilho tem três cores; o outro, duas. São cinco espaços de cor, 35 cores na parede. Lembrei do cálculo de fatorial e entedi, naquele segundo, porque o símbolo dele é um ponto de exclamação. Cinco espaços, trinta e cinco cores! (fatorial, faça as contas, dá um número bem alto).

Escolhidas as cores, o cara faz o ladrilho para você ter uma ideia de como fica. E a cada vez que isso acontece você pensa em outra cor que poderia ficar boa naqueles espaços. E quando um decide gostar mais de um, o outro decide gostar mais do outro.

Chamamos amigos para votar e continua tudo empatado, com leve vantagem para o gobelin. Mas e o medo de um belo dia acordar e não querer mais um chão 3D na cozinha?

A crise dos ladrilhos já dura 48 horas. Estou com olheiras. E logo mais vou ligar para o Júnior e pedir mais duas amostras. Mais duas. Já temos quatro. Serão seis. Seis amostras, seis promessas de uma cozinha incrível. Cinco serão desprezadas.

O elegante bola quebrada

PS: Se algum dia você quiser entrar nesse infernal processo e colocar ladrilho hidráulico na sua casa, recomendo que vá no Júnior. O cara é super gentil e faz um tour guiado pela fábrica se você for até lá. Fica no Bom Retiro, bem facinho de chegar.

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