How do you do the things that you do

Essa é a cara dos caras hoje

Era uma noite quente de janeiro. Estávamos eu e a Mari no bar da Dida, um dos meus favoritos da cidade, quando toda essa loucura começou. A gente vinha bebendo desde o fim da tarde. A cabeça já não estava mais exatamente em cima do pescoço, quando lembramos do show do Roxette.

Eu tinha acabado de voltar das minhas férias mágicas no Cone Sul e tinha recebido lá a notícia de que os ingressos mal tinham sido postos à venda e já estavam esgotados. E eu queria muito ir a esse show.

Ali na Dida, a Mari me contou que havia sido criado um show extra, no dia 19. Eu saquei o meu finado iPhone do bolso e entrei no site de comprar ingressos. Então a cena é essa: eu e a Mari bêbadas, iPhone na minha mão, vamos comprar ingresso pro show. Primeiro passo, segundo passo, Mari, me dá seu cartão de crédito?, terceiro passo, confirmar compra, parabéns, você vai receber por e-mail a confirmação.

Então o celular da Mari apitou. Chegou a confirmação. Ela abre o e-mail e olha pra mim com cara de espanto:

– MANO, o que você fez?
– Que?
– Que ingresso você comprou?
– Que?
– Deu quase R$ 800 reais!
– HÃN?

Foi assim, bêbada e mexendo no celular, que eu comprei, no cartão de crédito da Mari, dois ingressos pra pista premium do show do Roxette que rolou ontem em São Paulo.

Como eu e ela somos regidas pelo bom humor, especialmente depois de muita cerveja, terminamos aquela noite de janeiro gritando à la Carolina Ferraz: EU SOU RYCA! E topamos a brincadeira.

E já que a gente já tava pagando (e caro!) de tiete mesmo, ontem chegamos bem cedo e pegamos a fila para ficar bem perto do palco, com aquelas faixas escrito Roxette amarradas na testa (ok, isso é mentira, a gente não tava com faixa nenhuma).

O show foi como esparávamos (mágico). Eles estão velhos, a voz da mulher (a gente é tão fã que quando todo mundo começou a gritar o nome dela a gente só trocou olhares… hãn, você sabe como ela chama? Não. Ui) já não é mais aquela beleza, mas era Roxette, né, cantando ali vários hinos da nossa adolescência. Dressed for Success abriu a noite, seguida de Sleeping in My Car e Big Love. Daí vieram umas chatas. E depois, bom, eles tocaram todas as música que importam (How Do You Do, Joyride, The Look, Fading Like a Flower, Spending my Time, Listen to Your Heart, Dangerous), a gente cantou de bracinho levantado, batendo uma-palma-duas-palmas, tudo lindo.

Em algum momento em que o guitarrista da banda (não o dupla dela, um outro) ficou lá fazendo cuén-guén-guén com panca de roqueiro na frente do palco, eu pensei que pode ser que eu goste de um monte de coisa por causa de Roxette, que meu gosto musical pode ter sido em parte definido por hits como How do You Do (eu gosto de música seca, sem muita nota comprida, com bateria rapidinha e com vocal mais perto do falado do que do cantado até hoje).

Mas daí lembrei que o primeiro CD comprado por mim com o rico dinheirinho da minha mesada não foi Tourism (que eu fui ter tardiamente, lá por 95), mas sim Pablo Honey (que comprei assim que chegou à loja de CD de Campinas, em 93). Enfim, não importa, mais cool ou menos cool, eu não renego a grande influência que Roxette — é, Roxette — teve não só na minha formação musical como na formatação do meu estilo (ou falta de, fique à vontade).

É aí. Sigam o conselho: listen to your heart when it’s calling for you! E quando faltar ritmo nas coisas, cantarola o refrão de Dressed for Sucess batendo palminha que tudo entra no compasso, ó, vou ensinar:

I’m gonna get dressed
(duas palminhas)
for sucess (bate uma palma enquanto estiver cantando essa parte)
(daí vem duas-palminhas-uma-palminha)
Shapping me up for the big time baby

Você vai ver como funciona, tudo entra no compasso e você ainda se anima a caprichar na produça. U-ô-ô!

3.726 caracteres com espaço

6 Respostas para “How do you do the things that you do

  1. Querida prima,
    Apesar de nossa considerável diferença de idade (não agora, mas quando vc nasceu eu já sabia ler…), concordo com 101% do que escreveu e tb “não renego a grande influência que Roxette — é, Roxette — teve não só na minha formação musical como na formatação do meu estilo (ou falta de, fique à vontade).”

    Amei suas palavras, as usual… beijoca!

  2. Deu pra ver que você estava bem empolgada. Até esqueceu de contar os caracteres…
    Beijo

  3. Demais Lô!!
    Santa noite brêaca que te fez compras esses ingressos!!!

    Roxette tbém é tudo da minha adolescencia de Ilha Verde!! Eu e Carolzinha lembramos até hoje os passos da coreografia que a Michelle e a bicha Emerson nos ensinaram, e a gente dançava pra se mostrar pros meninos lá nas garagens do bloco D!! Kkkkkkkkkk!

    Também preciso lembrar que foi meu 1° grande show, tinhamos acabado de conhecer toda galera de Massaguaçú (que temos amizade até hoje) e como eles eram de SP, combinamos de ir no show, o pai da Michele que levou a gente, minha irmã deve lembrar direito o ano, acho que foi em 91 no Anhembi! E eu meninota de tudo com uns 15/16 aninhos!!! Demais, amei Lô, queria estar lá!

  4. hahah vc é super engraçada!! Adorei seu blog…
    To ouvindo dressed for success!!!

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