Museu-Milo

Dia 18 de junho de 2006

Está no site do Milo e no Facebook:
“Dentro de aproximadamente 1 mês o Milo Garage onde é hoje fechará. Iremos mudar de endereço nos próximos meses. Gostaria de agradecer a todos que frequentam e frequentaram a casa nesses 6 anos de existência na Rua Minas Gerais e espero todos no futuro endereço. Garanto que este novo lugar representará a indentidade do Milo, inclusive com diversas melhorias e novidades. Não tenho nenhuma pretensão de fazer um lugar mais elitizado com preços abusivos nas bebidas e entrada. Obrigado e espero a compreensão de todos. Milo”

Quando eu li isso, só me veio uma coisa em mente: a garagem da Minas Gerais tinha de virar museu. Essa ideia veio de outro post no Face: o Matias contava que conheceu a mulher dele no Milo e alguém disse nos comentários: todo mundo tem uma história legal no Milo. Uma ou algumas.

Eu, por exemplo, não botava muita fé quando o Xande dizia que queria abrir um lugar que seria loja de CDs, discos e pôsteres e bar e balada. Também não botei fé quando ele disse que ia ser , ‘ali na Minas Gerais, sabe?’. Do mesmo jeito que não botei fé quando passei lá numa quarta-feira qualquer e a Minas Gerais, que agora todo mundo sabe, estava interditada de pessoas, uma festa na frente do Milo, que àquela altura já devia estar lotado.

O Milo abriu num mês de dezembro. E era o bar mais legal [ponto]

No começo iam só os amigos mesmo, numas de dar uma força. Mas em pouco tempo, eu ia lá beber no comecinho da noite e achava um barato que enquanto eu tomava cerveja umas pessoas compravam uns posteres e outras curtiam o som. Era como se fosse a casa aberta de um amigo muito legal. Er… é isso que o Milo é.

A minha melhor memória da garagem da Minas Gerais é a da minha festa de anivesário de 25 anos. O Milo não abria aos domingos. Mas na Copa de 2006, no jogo do Brasil contra o Japão, num dia 18 de junho, abriu. E tinha um telão pra ver o jogo e um cara no quintal fazendo churrasco de espetinho. Certeza que foi meu aniversário mais legal de todos até hoje.

Teve uma outra vez que foi engraçado, eu tava na pista de dança e entrei numa espécie de batalha de dança com uma menina que tava botando pra quebrar, com bota branca, e a gente ficou lá pirando numa dança-competição bem divertida. Depois minhas amigas vieram me dizer que era a Lovefoxxx….

Outra vez eu tava muito bêbada e vomitei no lixo do quintalzinho, limpei a boca e continuei bebendo. E outra vez ainda uma amiga vomitou no meu pé.

E teve o show do Tony da Gatorra… E teve um show do Rômulo Froes que foi demais, porque ele ficava ali cantando samba e a banda tocando rock…

O Milo vai continuar a existir e eu aposto que vai continuar tão legal quanto a garagem com quintalzinho. Mas se está esse furdúncio todo para salvar o Belas-Artes, bem que podia rolar um fundúnciozinho pra tranformar a garagem da Minas Gerais num museu das memórias que todo mundo tem de lá.

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5 Respostas para “Museu-Milo

  1. chorei. aniversário de 25 anos? meo deos.

  2. Muitos babados, muitos rolês, muita jurupinga na porta. Foram festas muito boas…

  3. muitas danças da natação e do robozinho!

  4. que lembrança, o tony da gatorra… saí tão alucinado daquele show que até escrevi: http://thecontesessions.blogspot.com/2008/01/meu-nome-tony-eu-constru-um-instrumento.html

    SAVE MILO! bj

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